Saúde e Bem Estar

O que é a síndrome da fome noturna?

Mais um mal moderno, a síndrome da fome noturna prejudica intensamente a saúde global do indivíduo.

Especialistas consideram que a síndrome da fome noturna está instalada quando o paciente passa a ingerir mais da metade do total de alimentos diários somente à noite. Em geral, quem sofre da síndrome não sente fome durante o dia e costuma “pular” refeições, especialmente o café da manhã.

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À noite, ocorre o inverso. O paciente com síndrome da fome noturna precisa se alimentar várias vezes, o que provoca efeitos colaterais: insônia, irritabilidade, cansaço e sonolência no decorrer do dia, sensação de mal-estar e redução da capacidade de concentração, prejudicando severamente a qualidade de vida. A síndrome difere da compulsão alimentar por manifestar-se apenas no período noturno; durante o dia, amigos e parentes acreditam que o paciente se submete a uma dieta alimentar bastante rigorosa. Mas o compulsivo, especialmente se for muito ansioso, pode concentrar as refeições e lanches à noite para evitar críticas.

Outro sintoma bastante óbvio da síndrome da fome noturna é o ganho de peso. O organismo, à noite, trabalha de forma mais lenta: é o metabolismo basal. Enquanto dormimos, nosso corpo utiliza uma quantidade reduzida de calorias para manter as funções básicas: respiração, batimentos cardíacos, excreção, etc. A falta de sono e os assaltos constantes à geladeira provocam a digestão mais lenta e incompleta, levando ao acúmulo de gordura e à eliminação de vitaminas, proteínas e sais minerais necessários à manutenção da saúde.

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O paciente buscar ajuda de um especialista assim que perceber que é portador da síndrome da fome noturna, pois o ganho de peso provocado pela doença implica outras complicações para a saúde, como diabetes, elevação dos níveis de colesterol e triglicérides, problemas coronarianos, etc. um sinal de que a moléstia está se agravando é o fato de acordar várias vezes para procurar alimentos (é o chamado sono fragmentado).

Alguns estudos apontam que os pacientes da síndrome da fome noturna estão na faixa etária dos 20 aos 30 anos, com problemas de baixa autoestima e expostos a situações estressantes, que desencadeiam as situações de ansiedade. A síndrome afeta cerca de 1,5% da população (e 8% dos obesos) é igualmente distribuída entre homens e mulheres.

A síndrome da fome noturna ainda é pouco estudada. O tratamento é feito com medicamentos, já que aparentemente a psicoterapia tem pouco efeito sobre ela. Em geral, são utilizados antidepressivos, para regular o sono e receita-se uma dieta nutricional com um jantar que dê sensação de saciedade.

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