Comportamento

O que é a violência obstétrica?

Violência praticada em mulheres que fazem parto normal deve ser denunciada para que o s culpados sejam punidos.

Violência obstétrica é a violência sofrida pela mulher durante o parto, principalmente quando decide fazer parte normal. Esta violência não é somente a física, também inclui ofensa verbal, o descaso, piadinhas, gritos, não deixar a mãe manifestar as emoções, atender de forma grosseira. Ocorre muito com as mulheres detentas, que precisam realizar o parto algemadas.

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Pela estimativa ocorre com 1 em 4 mulheres no Brasil. No dia das mulheres de 2012 foi divulgou um teste de violência obstétrica, onde 2 mil mulheres responderam. 47%
das mulheres sofreram violência obstétrica, 55% não foram questionadas sobre os procedimentos do parto.

Também foi lançado um vídeo chamado Violência Obstétrica, a voz das brasileiras, que é uma coletânea de depoimentos de mães sobre os desrespeitos e abusos que sofreram durante o parto.

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Outros indícios de violência na hora do parto são impossibilitar que a mulher seja acompanhada pelo marido ou outro familiar, submeter a toques desnecessários e dolorosos, permitir que estudantes acompanhem o parto, realizar episiotomia de rotina que é o corte na vagina.

Nem todos os hospitais possuem assistência humanizada onde há profissionais treinados, tanto médicos quanto enfermeiras, que prestam um atendimento digno as mães neste momento especial e delicado da vida da mulher.

Quem sofreu violência no parto pode reclamar na ouvidoria dos serviços de saúde e também ao Poder Judiciário através de um advogado.

Quando a mulher passou por procedimentos médicos sem o seu consentimento, ela pode reclamar seus direitos. Neste caso deve ter testemunhas, solicitar cópia do prontuário e o hospital é obrigado a dar e encaminhar todas as provas ao advogado.

Muitas vezes os maridos são impedidos de acompanhar o parto, mas a mulher pode ser valer da Lei Federal nº 11.108/2005 que é a Lei do acompanhante. Ela também tem o direito de escolher que será o acompanhante que pode ser um outro membro da família além do marido.

A lei Constituição Federal de 1988 diz que: Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento, desumano ou degradante. Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.

Este assunto está sendo muito discutido até mesmo em audiências públicas que buscam a humanização no parto e o fim da violência com a mulher. Também foi criado um site chamado de “Violência Obstétrica” com relato de mulheres que sofreram este tipo de violência para ter um panorama do que está acontecendo no Brasil.

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