Saúde e Bem Estar

O que é alfabiótica?

A alfabiótica é um ramo da medicina alternativa, que se baseia no princípio de que as doenças resultam do desequilíbrio da energia vital.

Na China, é chamada de chi. Na Índia, de prana. A energia vital circula pelo corpo humano e é fundamental para a manutenção do equilíbrio orgânico. A alfabiótica é uma prática da medicina alternativa, criada a partir de conceitos do Oriente, pelo médico americano Virgil Chrane, nos anos 1920, que adota este conceito: a saúde depende do balanceamento e alinhamento da energia: doenças são provocadas pela falta ou desequilíbrio dela.

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Acupuntura, ayurvédica e muitas técnicas de massagem adotam o princípio da energia vital. No Ocidente, a maioria dos tratamentos se baseia em medicamentos para corrigir a carência de substâncias fundamentais (sais minerais e vitaminas, por exemplo) e para a destruição de invasores: vírus, bactérias, fungos e parasitas.

No entanto, a OMS (Organização Mundial da Saúde), vinculada à Organização das Nações Unidas, admite a prática de técnicas alternativas. Muitas faculdades da área de saúde mantêm cursos destas propostas terapêuticas. No Brasil o Sistema Único de Saúde (SUS) aceita práticas de acupuntura e homeopatia, por exemplo.

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Técnicas energéticas de medicina são variações do vitalismo, postura filosófica conhecida basicamente por afirmar que a existência depende de fontes não físicas. A saúde é a manutenção da vida e só pode ser abordada de maneira totalmente abrangente: para a alfabiótica, não existe pulmão saudável juntamente com um rim doente. É preciso garantir o fluxo da energia vital em todo o organismo, e esta energia também circula na mente e no espírito.

Os cientistas céticos certamente combatem as terapias alternativas. Além das já citadas, negam a eficácia de práticas como aromaterapia, reflexologia e meditação. No entanto, além de alegar reflexos psicossomáticos e curas por indução, não conseguem explicar o êxito dos tratamentos.

No entanto, atualmente não há cientista que negue o efeito do estresse sobre o organismo. Causas externas efetivamente determinam doenças, e não apenas as psicossomáticas. O estresse provoca baixa do sistema imunológico, que favorece a instalação de infecções e inflamações. Diversos tipos de tumores malignos estão associados à dificuldade de lidar com a raiva, a impotência e a frustração.

O vitalismo nasceu da incapacidade de o cartesianismo (outro sistema filosófico, baseado na observação e racionalidade) dar respostas definitivas para disfunções e doenças. A discussão atual é sobre as causas: problemas de conexão entre os neurônios (células cerebrais), para os céticos, problemas de conexão com a consciência cósmica, para os alternativos.

Alfa é a primeira letra do abecedário grego. Biótica é a vida, com toda a sua diversidade. A expressão “alfabiótica” refere-se ao início da vida, aos determinantes que geral a existência. A energia vital, chi ou prana emana do ser primordial, que pode ser entendido como deus. Ela anima todos os seres, é absorvida pelos centros de força (ou chakras, para os indianos) e, de acordo com a alfabiótica, circula pelo organismo através dos meridianos (num esquema semelhante ao adotado pela acupuntura).

Os meridianos principais irrigam os principais órgãos do corpo humano, mas há meridianos auxiliares, que alimentam tecidos e membros, e meridianos particulares ou estranhos, responsáveis pela relação entre corpo físico e princípio vital. Na alfabiótica, estes canais estranhos respondem por fatos paranormais e também por obsessões. Neste último caso, fatores externos – outras pessoas, vivas ou mortas, exposição a determinadas plantas e minerais e até posições de móveis e objetos na casa – são os responsáveis pela drenagem da energia vital e pelas doenças decorrentes deste fato.

A alfabiótica está intimamente relacionada à existência de Deus (mesmo que não haja uma caracterização da divindade) e da sobrevivência da alma após a morte. Apesar de maioria da população de Europa e América declarar-se cristã, o pensamento ocidental continua influenciado pela racionalidade, o que limita a pesquisa objetiva sobre as técnicas alternativas.

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