Curiosidades

O que é ano bissexto?

A Terra leva 365 dias, 5 horas e 48 minutos para dar uma volta completa em torno do Sol, o chamado movimento de translação. O calendário tem apenas 365 dias e, para não defasá-lo, é acrescentado um dia a cada quatro anos, que é a soma destas quase seis horas. O ano passa a ter 366 dias e é chamado bissexto. O nome, que segue a tradição popular, está relacionado ao duplo seis.

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Quando o homem começou a contar o tempo, passou a usar o calendário lunar (ainda adotado para contar os anos chineses e judaicos, por exemplo). Um mês equivalia ao período de uma lunação, mas as contas não fechavam: um ciclo lunar tem pouco mais de uma semana e o mês acabava ficando com cerca de 29 dias. Passou-se a adaptar o ciclo lunar às estações: era o calendário lunissolar. Por fim, adotou-se o calendário solar, em que o ano tinha 360 dias.

Com algumas adaptações, chegamos aos 365 dias, mas ainda assim ficava uma sobra. Os romanos decidiram, em 45 a.C. O ditador Júlio César reformou o calendário e ficou estabelecido que deveria ser acrescentado um dia a cada três anos. Vigorou até 8 d.C. e, aparentemente, não houve anos bissextos entre 12 a.C. e 3 d.C., numa tentativa de correção.

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A partir de então, começou a vigorar o calendário augustiniano, com um ano bissexto a cada quatro anos. O calendário de César Augusto vigorou até 1581. Uma curiosidade. O mês de julho, que já tinha 31 dias, é uma homenagem a Júlio César. Com exceção de fevereiro, os meses alternavam 30 e 31 dias, para completar os 365 dias do ano. O Senado romano decidiu reverenciar também César Augusto, e trocou o nome do mês sextilius para Augustus (agosto). Para não ficar com um mês menor do que o que homenagem o antigo ditador, foi retirado mais um dia do mês de fevereiro e acrescentado a agosto, que passou a ter também 31 dias.

O calendário augustiniano vigorou até 1582 e provocou uma discrepância de quase dez dias. A mudança ocorreu em outubro: os europeus foram dormir no dia 4 e acordaram no dia 15. Este é o calendário gregoriano, em homenagem ao papa Gregório XIII, que permanece até hoje.

As regras são as seguintes:

• a cada quatro anos, acrescenta-se um dia ao mês de fevereiro;
• o último ano de cada século (1900, 1800) não é bissexto;
• a cada 400 anos, o ano é bissexto e esta regra prevalece sobre a anterior, portanto 1600 e 2000 foram anos bissextos.

Isto aproxima o calendário do ano trópico (o tempo de translação), que é de 365,2425 dias.

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