Curiosidades

O que é antimatéria?

Na física de partículas e na química quântica, antimatéria é o oposto da matéria, como a conhecemos.

Até pouco tempo atrás, a antimatéria era apenas uma teoria: o Big Bang (grande explosão, em inglês) teria lançado matéria e antimatéria, que se espalharam, formando o universo. Provavelmente, a quantidade de matéria no momento da explosão era maior.

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Em 1928, o físico inglês Paul Dirac revisou a famosa equação de Albert Einstein: E = mc2 (energia é igual à massa multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz). Dirac concluiu que Einstein não considerou que a massa poderia ter propriedades positivas ou negativas (que dariam origem à antimatéria). Desde então, vários cientistas comprovaram a existência das antipartículas.

Cada antipartícula contém exatamente a mesma massa que a sua partícula correspondente. Cientistas descobriram cargas invertidas: pósitrons (elétrons com carga positiva), antiprótons (prótons com carga negativa) e antiátomos. As propriedades dos nêutrons são iguais na matéria e na antimatéria.

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Em 1932, Carl David Anderson, físico do Instituto Tecnológico da Califórnia (EUA) descobriu os pósitrons, a partir de fotografias dos raios cósmicos. Em 1959, experimentos na Universidade Berkeley (EUA), usando um acelerador de partículas, conseguiram produzir um antipróton.

Finalmente, em 1998, a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN, em inglês), criou o primeiro antiátomo: um anti-hidrogênio, que durou 40 nanossegundos. Em 2010, um grupo de 35 cientistas conseguiu aprisionar 38 antiátomos de hidrogênio utilizando o grande colisor de hádrons do CERN.

Quando uma partícula de matéria se encontra com uma de antimatéria, as duas se destroem, liberando energia e lançando partículas subatômicas à velocidade da luz, que eventualmente poderiam voltar a se reunir. A energia produzida é imensa e vários estudos já tentaram encontrar meio viáveis de utilizá-la como combustíveis para foguetes (todos improfícuos, por enquanto); na série “Star Trek”, as espaçonaves são impulsionadas por esta mistura de partículas.

Como foi dito, no início do universo havia maior quantidade de matéria, que é o que formou o universo. Toda a antimatéria foi aniquilada, e hoje é preciso produzi-la em experimentos científicos.

Mas é possível que tenha restado antimatéria natural no universo. Em 1977, astrônomos identificaram o primeiro buraco negro, uma espécie de aspirador de estrelas. Analisando imagens captadas por telescópios eletrônicos, perceberam que num determinado ponto do céu, alguma força atraía os corpos próximos a ela.

Desde então, vários buracos negros foram descobertos, sempre no centro dos complexos estelares que compõem o universo. Ainda não há estudos definitivos, mas aparentemente eles são formados por antimatéria, motivo por que aniquilariam a matéria que se aproxima deles.

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