Ecologia e Meio Ambiente

O que é biodiversidade?

Desconhecida pelos leigos até os anos 1980, a biodiversidade ganha cada vez mais importância.

Como a palavra diz, biodiversidade é a “variedade da vida”. Bio é um prefixo grego que significa vida. É a variedade de formas animais e vegetais que habitam determinada região, chamada bioma pelos ecologistas. A biodiversidade apresenta três características:

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• diversidade genética: os indivíduos de uma região não são geneticamente semelhantes. Pense numa cidade. Há pessoas brancas, negras, mestiças, de olhos pretos, castanhos ou azuis. Isto significa que sua carga genética é muito diferente. Algumas tribos antigas desapareceram justamente por praticar em longos períodos a endogamia, isto é, o casamento apenas entre pessoas do mesmo grupo. O padrão genético ficou muito parecido e uma doença finalmente reduziu drasticamente a sua população. Numa floresta, você pode pensar que todas as onças são iguais, mas elas também apresentam diversidade genética;

• diversidade orgânica: seres vivos são classificados em espécies, que têm a mesma história evolutiva e características comuns, não partilhadas com indivíduos de outras espécies. Já foram classificados cerca de dois bilhões de espécies, mas especialistas calculam que isto é apenas pequena parte. Há estatísticas que falam entre 10 e 30 bilhões.

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• diversidade ecológica: as espécies de uma mesma região estabelecem diferentes relações entre si, como predação (um animal caça outro), parasitismo (uma planta se apoia em outra e suga seus nutrientes), comensalismo (um animal se beneficia de outro sem causar prejuízo), etc. estes grupos formam biomas e caracterizam as diferentes paisagens: florestas, desertos, oceanos.

Por que a biodiversidade é importante?

Quando um ecossistema é ameaçado, todos os seres que o habitam ficam exposto a algum risco. As ameaças são mudanças no clima, na vegetação, da qualidade da água. A ação natural é benéfica, porque obriga animais e vegetais a evoluírem. Por exemplo, é provável que o ancestral dos homens tenha descido das árvores num longo período de seca, que transformou uma floresta em savana. O macaquinho teve que se adaptar, para não desaparecer.

Existe um vínculo entre todos os biomas do planeta. A extinção de uma espécie pela ação humana provoca um efeito dominó. Por exemplo, diversas espécies de anfíbios desapareceram na América Central. Isto provocará morte e migração de pássaros, que determinará morte e migração de répteis que se alimentam das aves e assim por diante, até atingir os grandes mamíferos da região.

E os humanos, o que perdem com isso? A ação humana pode prejudicar ecossistemas pelo desmatamento ou poluição, por exemplo. Alguns ecologistas afirmam que a Amazônia pode se transformar rapidamente em uma savana, determinando a extinção de um número incalculável de espécies. Mas isso seria apenas o começo. Este processo determinaria mudanças no regime de chuvas no Nordeste, aumentando o risco de desertificação.

O perigo não está na mata ou no rio: ele se aproxima cada vez mais do homem. Como diz Gilberto Gil, “nós também somos do mato, como o pato e o leão”.

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