O que é biosfera?

Por: Amaury de Almeida Costa

Biosfera, a esfera da vida, em grego, é o conjunto de todos os seres vivos do planeta.

O termo biosfera foi usado pela primeira vez no século XIX, pelo geólogo austríaco Eduard Suess. É uma analogia a termos da estrutura do planeta e dos gases que o envolvem, como litosfera e estratosfera. O cientista inseriu as formas de vida da Terra e seus hábitats na constituição íntima desta “terceira rocha a partir do Sol”.

O que é biosfera?

A biosfera compreende os ecossistemas e seus conjuntos, os biociclos, que são de três tipos: epinociclos, limnociclos e talassociclos. Os epinociclos são os biociclos terrestres. São quatro os tipos de epinociclos: florestas, savanas, campos e desertos, que apresentam características bastante diferentes, como se observa na floresta amazônica e na tundra canadense. Os limnociclos são os biociclos de água doce. Abrange os ciclos de águas lóticas, como riachos e rios, e águas lênticas, como pântanos.

O talassociclo, o maior de todos, é o biociclo dos mares e oceanos, formado pelos plânctons (vegetais e animais microscópicos), bentons (seres que passam a vida agarrados a outros sistemas, como os corais) e néctons (seres que se movem livremente, como peixes, baleias e golfinhos).
Entre os diferentes biociclos existem as chamadas zonas de transição, os ecótonos. São animais e plantas que se adaptaram a dois tipos de biociclos. Isto significa que os ecossistemas do planeta se tocam e interagem entre si, formando um todo harmônico. Os organismos se reúnem em populações cada vez mais amplas, dos seres individuais à biosfera.

O homem faz parte da biosfera. A maior parte da humanidade vive em epinociclos. Comunidades litorâneas e ribeirinhas vivem nos ecótonos. Sendo um agente da ecologia, a homem interfere no seu hábitat, provocando reações positivas e negativas. Com sua capacidade tecnológica, resultado de um processo de desenvolvimento de mais de cem mil anos, consegue beneficiar desde a sua comunidade até o conjunto dos seres vivos, como também pode exercer sua ação destrutiva, com o desmatamento para ampliação de áreas de cultivo e pecuária, a pesca abusiva, a poluição de rios e mares.

A maior parte dos seres vivos não se adapta em outro biociclo. A destruição total ou parcial de um simples campo pode significar a extinção de diversas espécies, provocando um efeito dominó negativo sobre a biosfera.

Em 1971, a ONU lançou o programa “O Homem e a Biosfera”, para minimizar a degradação do meio ambiente. O homem chegou a uma encruzilhada: tem de encontrar meios sustentáveis de desenvolvimento ou continuar na sua marcha ignorando o equilíbrio da biosfera. Se continuar optando pela segunda alternativa, os resultados são conhecidos: efeito estufa, poluição ambiental, buraco na camada de ozônio, extinção de espécies. Mas não podemos esquecer que o Homo sapiens, por mais evoluído que seja, é apenas mais uma das espécies que compõe a biosfera, e está sujeito aos males provocados pelo desequilíbrio.

Deixe uma resposta