Saúde e Bem Estar

O que é depressão?

Considerada a doença do século, a depressão requer acompanhamento contínuo.

A depressão manifesta-se pelos constantes estados sombrios e pode ser acompanhada por sintomas físicos. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), em 2020 será a segunda maior causa de incapacitação, atrás apenas das doenças coronarianas.

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A tristeza é comum ao ser; é natural sentir-se triste numa situação de perda e luto, como o fim de um romance ou a morte de um parente. É necessário experimentar a dor para superar as perdas. A doença surge quando a tristeza se torna permanente, não se permitindo o paciente a desfrutar momentos de prazer.

Geralmente, a depressão está associada a uma crise profunda, como a morte de um filho. Apesar de associada a causas genéticas, o ponto inicial da doença é um trauma psicológico. O desespero e a situação de vazio tornam-se permanentes. Assim, uma pessoa deprimida se desinteressa pela família, negócios, trabalho e outras atividades centrais. Em casos graves, o paciente isola-se em casa e chega a nem sair da cama. Pouco se alimenta, descuida dos hábitos higiênicos e responde por monossílabos, mesmo assim de muitas instâncias dos familiares e amigos.

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Sintomas
Os mais comuns são irritabilidade, sentimento de desamparo, perda de interesse pelo cotidiano, alterações no apetite e sono, autonegação e dores sem causa definida. A depressão é uma causa frequente de suicídio, quando a pessoa não encontra saída para o labirinto que parece circundá-la. A morte parece ser uma resposta para eliminar a dor. Às vezes, a depressão pode redundar num suicídio disfarçado, em que o doente se expõe a riscos desnecessários ou conduz o veículo com displicência, por exemplo.

Os tipos de depressão
Na depressão unipolar, a pessoa não consegue sentir prazer no cotidiano. Sem tratamento, as crises podem durar até seis meses.
Na depressão atípica, o paciente consegue reagir. Ao receber uma boa notícia, recupera o humor, mas não por tempo suficiente para recompor seus relacionamentos. Pode ser acompanhada de aumento de apetite, sono e suscetibilidade exacerbada.

A distimia é um caso crônico. Alterna momentos de prazer às crises de melancolia. É um tipo leve, que permite levar a vida regularmente, mas um novo trauma pode complicar ao quadro. É semelhante à depressão sazonal, mas neste último caso a pessoa apresenta períodos mais longos de sofrimento.

No transtorno bipolar, o paciente tem curtos períodos de depressão, seguidos de também curtos períodos de euforia; em ambos os casos, não há causa determinante e a passagem de um estado de espírito para outro é brusca.

O tratamento
O tratamento mais eficaz é a associação de terapia cognitiva e psiquiatria, que oferece antidepressivos como coadjuvantes. Mas o remédio não cura: é necessário o apoio da terapia, com que a pessoa possa refletir e encontrar mecanismos próprios para se defender. Cada paciente reage de forma diferente às terapêuticas adotadas. Alguns experimentam um período único de depressão, mas a maioria precisa conviver com a doença pelo restante da vida.

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