Saúde e Bem Estar

O que é hidroterapia?

Utilizada para a reabilitação física de diversos distúrbios, a hidroterapia é um método complementar de tratamento.

Em piscinas e banheiras levemente aquecidas ou resfriadas, com o uso de instrumentos como pesos, bolas e arcos, a hidroterapia é um excelente recurso para o tratamento de disfunções e dores em músculos, tendões e ossos. A resistência da água, em função de sua viscosidade, pressão, densidade e atrito, permite uma recuperação rápida e praticamente indolor. Além disto, a atividade física, para alguns pacientes com sérias dificuldades de mobilidade, previne e corrige problemas de depressão e baixa autoestima.

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A água é um meio de cura. Aplicada ao corpo, provoca inicialmente alterações no sistema nervoso e em seguida no sistema circulatório. Um dos principais problemas de quem tem dificuldades de locomoção, em função de artrites, artroses, desvios na coluna vertebral e mesmo problemas pontuais, como a recuperação de fraturas, é o resfriamento do corpo.

A falta de movimentos, para evitar a dor, provoca a sensação de frio, que gera pontos de tensão muscular, fato que gera ainda mais dor. É um efeito dominó. A hidroterapia interrompe este círculo vicioso, ao provocar três alterações físicas: nervosa, circulatória e térmica.

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Por outro lado, a água fria também provoca reações físicas. O sistema nervoso sensitivo é excitado nas ramificações periféricas (junto à pele). A estimulação causa sensação de bem-estar, reanima e acelera os movimentos. É o mesmo efeito de lavar o rosto para espantar o sono, apenas ampliado para todo o corpo.

Um pouco de história

Hidroterapia provém do grego e significa “cura pela água”. Todos os povos antigos praticavam empiricamente a terapêutica. Ela já era conhecida nos banhos caldeus (na Mesopotâmia, atual Iraque), nas práticas higiênicas dos egípcios e indianos e nas famosas termas de gregos e romanos, em que banhos e massagens se mesclavam com intrigas políticas.

Os banhos são importantes na história. Os romanos levaram termas para todas as regiões que dominaram. Bath, na Inglaterra, abriga ruína de termas construídas na ilha britânica. A palavra Bath deu origem à higiene corporal diária (“bathroom”, geralmente traduzido como “banheiro”, significa literalmente “sala de banho”).

Os banhos só perderam importância durante a Idade Média europeia, quando os cristãos aprendiam que a carne era a fonte dos pecados e, portanto, não merecia cuidados especiais. Com a Era das Navegações e a colonização de regiões tropicais na África e América, porém, a prática retomou sua força e os europeus redescobriram as propriedades terapêuticas das águas.

A medicina natural

No século XIX, a ciência deu um grande avanço, com várias descobertas sobre os vetores de doenças – vírus e bactérias. No entanto, ocorreu um reducionismo: a medicina passou a se ocupar apenas das doenças, e não da saúde. Neste momento, começam a ressurgir as primeiras práticas holísticas, que se propõem a tratar todo o corpo, e não apenas o órgão ou tecido lesado.

A hidroterapia, um resgate das práticas da Antiguidade, nasceu vinculada a dietas específicas (vegan, macrobiótica, etc.) e à medicina oriental. Com o desenvolvimento da fisioterapia, tornou-se um poderoso instrumento de reabilitação física. Além da atuação direta sobre a pele e os músculos e a recuperação de problemas articulares, a hidroterapia é indicada para tonificação e rejuvenescimento corporal, estimulação digestiva e melhoria do sistema circulatório.

Aliada a águas termais, encontradas em diversas estâncias brasileiras, a hidroterapia auxilia no tratamento de doenças crônicas da pele (celulite, eczemas, psoríase, acne), males gastrointestinais, respiratórios (como bronquite) e reumáticos (fibromialgia, bursite) e reações alérgicas (rinite, sinusite). As técnicas utilizadas são banhos, duchas, jatos e exercícios em piscinas.

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