O que é iridologia?

Por: Amaury de Almeida Costa

Identificar doenças e anormalidades através das cores, manchas e padrões da íris: isto é iridologia.

Em medicina, a íris é a parte mais colorida dos olhos dos homens e de todos os demais vertebrados. No centro dela está a pupila, cuja função é controlar a luminosidade que entra no olho. A iridologia é um método de diagnose de problemas de saúde e aspectos da personalidade.

O que é iridologia?

Os praticantes da iridologia fazem a leitura do “mapa da íris”, uma divisão em 12 segmentos, relacionados a partes do corpo: cabeça, abdômen, pélvis e costas ocupam duas casas cada um. As demais são preenchidas por face, garganta, pescoço, pulmões e tórax. Cada arco é subdividido em anéis: assim, a “casa da garganta” apresenta subdivisões para amígdalas, laringe, faringe, etc.

De acordo com algumas correntes, a iridologia detecta tendências para desequilíbrios físicos e emocionais. Outras linhas entendem que a análise é feita na energia da pessoa, pois as enfermidades se instalam primeiramente no campo energético, para depois se refletir no corpo físico, enfraquecendo os órgãos, chamados pela técnica de órgãos de choque.

Seja como for, a iridologia não tem fundamento científico; é uma mancia, como a astrologia e o tarô. Para a medicina, o exame da íris indica apenas algumas enfermidades, como intoxicações por cobre. Mesmo assim, são necessários exames complementares. O Conselho Federal de Medicina desaconselha a técnica.

A iridologia é classificada como uma terapia holística. De acordo com o Sindicato dos Terapeutas (SINTE), 3% dos associados praticam a iridologia. Isto significa que 4.500 terapeutas brasileiros diagnosticam irregularidades físicas e psíquicas com a técnica.

Os detalhes da análise

Os iridologistas avaliam os riscos presentes na córnea, a membrana ocular à frente da íris. Quanto maior o número destas linhas, melhores são as características genéticas da pessoa avaliada. A regularidade dos riscos também é considerada: a ausência ou redução deles em determinada área revela insuficiência na parte do corpo correspondente.

A cor da íris também revela eventuais problemas. Se uma área apresenta irregularidades, as chamadas lacunas, o funcionamento do órgão relativo não está funcionando corretamente. As lacunas podem indicar predisposição para o desenvolvimento de tumores e de cirrose, por exemplo.

Os anéis externos da íris demonstram a capacidade de inter-relacionamento e o nível de tensão e estresse a que a pessoa está submetida. O número deles indica que o indivíduo não está respondendo bem às pressões com que tem de conviver no seu dia a dia pessoal e profissional.

Em geral, os iridologistas prescrevem tratamentos com plantas medicinais, florais de Bach, reequilíbrio dos níveis de vitaminas e sais no organismo, acupuntura e dieta baseada em alimentos orgânicos e com redução do consumo de carne. Alguns terapeutas indicam ainda massagens para recompor o equilíbrio energético, sucos especiais para combater as toxinas, banhos de sol, exercícios ao ar livre e hidroterapia.

A história da iridologia

O hábito de observar os olhos é bastante antigo. Chineses e tibetanos já diagnosticavam doenças com este método há mais de quatro mil anos. Clínicas médicas gregas do século V a.C. avaliavam o paciente através do formato e regularidade. Mas o primeiro manual de iridologia surgiu em 1665: é a “Chiromatica Médica”, que descreve diversos sintomas identificados pela avaliação da íris. 30 anos mais tarde, surgiu o livro “Os Olhos e Seus Sinais”, do alemão Cristian Haertls.

O método atual de diagnóstico pelo olho foi criado pelo médico húngaro Ignatz von Peczely, no século XIX. De acordo com o que ficou registrado, o médico identificou, num paciente que havia fraturado uma perna, linhas na íris semelhantes às observadas nos olhos de uma coruja com o mesmo trauma, tratado por ele anos antes. Teria sido este o ponto de partida da iridologia.

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