O que é macumba

Por: Fábio G. Santos

A umbanda e o candomblé são duas das principais religiões afro-brasileiras. Macumba, um instrumento musical usado nas manifestações dessas religiões, é também uma espécie arbórea da África. No Rio de Janeiro, macumba é uma variação do candomblé.

O que é macumba

O termo popular “macumba”, usado para designar rituais de magia negra se deve ao fato de que para alguns grupos cristãos do século 20, essas religiões eram consideradas indignas. Entenda como funciona cada uma:

Umbanda

I. Os ritos da umbanda acontecem em lugares chamados “congá”. Só é permitido pisar no solo sagrado descalço. O ritual (chamado “gira”) começa geralmente às oito da noite, quando fiéis, sacerdotes e médiuns estão presentes.

II. Para começar, ervas de alecrim são queimadas no local. Tudo é acompanhado por um ponto, como são chamadas as canções. Este ritual é usada para purificação e circulação de energia.

III. Nesta religião, cada orixá (divindade das religiões afro-brasileiras) tem um dia da semana específico. Na cerimônia, canta-se ao orixá e à umbanda e o sacerdote comanda o assunto a ser refletido.

IV. Depois o Exu, mensageiro dos orixás, é exultado, assim como as guardiãs (Exu como mulher). Fora do congá fica a tronqueira, onde Exu é adorado e saudado pelos fiéis. Eles agradecem e pedem proteção.
V. Eis que começa a batucada dos atabaques e os cânticos. O sacerdote incorpora uma divindade primeiramente, e depois comanda a incorporação dos outros médiuns.

VI. Os médiuns recebem apenas um orixá ou humano cada. É possível ter várias entidades iguais num lugar só, como vários Caboclos no mesmo congá. Depois de tudo pronto, os orixás incorporados começam a atender os fiéis.

VII. Ao fim de tudo, o ponto de subida, usado para a desincorporação é cantado. Após a prece de encerramento, a gira da noite acaba.

Candomblé

I. Neste ritual ocorrem sacrifícios animais, oferta de cachaça e farofa. A preparação começa à tarde, sem a presença dos fiéis. Aqui Exu é despachado. Um animal quadrúpede ou uma ave é oferecido ao Mensageiro Exu e outro ao orixá regente. O sangue animal é a oferenda derramada no altar.
II. Os participantes formam um círculo no ilê (barracão onde ocorrem as manifestações), em volta de um pote contendo farofa e óleo de dendê, ou feijão e um copo de cachaça ou água. Cantam e oram, e a oferenda é levada para fora por um filho de santo.

III. A manifestação junto ao público só perto da noite. Também na presença de atabaques, cantam homenageando os orixás. Os filhos de santo de unem em roda, um por vez e as incorporações se iniciam. Quando as entidades são recebidas, eles se tremem.

IV. O orixá do dia incorpora antes dos outros, e o filho de santo que o recebe guia a festa, curando os enfermos e dançando, enquanto as enquedes ajudam. Os demais orixás vão chegando devagar.

V. O pai de santo sinaliza para que os filhos vistam os trajes de cada orixá em uma sala. As roupas mudam os acessórios e cores, de acordo com cada orixá. Todos os recebem de pé, pois agora são divindades.

VI. O orixá do dia volta primeiro, e os outros ficam em ordem. Cada orixá tem uma música exclusiva e dança por todo o ilê quando é tocada. Todos têm sua vez.

VII. A divindade senta-se e atende os fiéis, recebendo os presentes. A festa acaba por volta da meia noite, ao som das canções de Oxalá. Os animais sacrificados são preparados para um jantar no ilê.

 

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