O que é medula óssea?

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Brasil está em terceiro lugar na lista de doadores no mundo ficando atrás dos Estados Unidos e da Alemanha.

Medula óssea é um tecido mole que se encontra no interior dos ossos e cavidades esponjosas, um exemplo são os ossos da bacia. Também é chamada de tutano.

O que é medula óssea?

Neste tecido existem células progenitoras, isto quer dizer que elas tem capacidade de dar origem a células do sangue como glóbulos vermelhos (Eritrócitos), glóbulos brancos (Leucócitos) e plaquetas (Trombócitos) e também renovam-se com frequência.

Produzem também novos glóbulos vermelhos aproveitando restos de glóbulos envelhecidos e também o ferro da hemoglobina.

Quando nascemos os ossos possuem a medula vermelha. Porém ao passar dos anos a medula perde sua função transformando-se num tecido gorduroso que é a medula amarela. Na fase adulta poucos ossos tem essa função como por exemplo as costelas, o corpo das vértebras e interior dos ossos do crânio e do esterno.

No transplante de medula óssea é realizada uma transfusão no doente das células do dador e elas irão substituir as células doentes. Porém estas células devem ser compatíveis com as células do paciente.

A coleta das células pode ser realizada de duas formas. Através da coleta no interior dos ossos pélvicos, onde é realizada anestesia geral. Também é feita a coleta no sangue periférico, através da veia do braço, neste processo o dador tem de tomar um medicamento aumentar a produção das células. Além disso pode ser retirado do cordão umbilical com a aprovação da mãe. Porém a quantidade é pequena, mais utilizado no transplante de crianças.

O Brasil tem o terceiro maior registro de doadores do mundo, são 3 milhões de voluntários cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea que iniciou em 1993. Este registro é organizado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) no Rio de Janeiro.

Antigamente a única chance extra encontrar um doador em família, entre irmãos a chance de compatibilidade é de 25%. Com registro de doadores a chance chega a 70%”. Para ser um doador é necessário ter entre 18 e 55 anos. Quem tem interesse de doar precisa se dirigir a um hemocentro. Depois recebem informações e é coletado uma amostra de sangue para verificar se apresenta doenças como toxoplasmose, HIV, anemia congênita e câncer. Neste exame é possível identificar o complexo principal de histocompatibilidade (MHC) que é um grupo de genes responsável pela compatibilidade entre o doar e o transplantado.

Este processo demora de três a quatro meses até saber se está tudo certo para o transplante. A cirurgia tem duração de duas horas e o doador pode fazer mais do que uma doação após seis meses.

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