Saúde e Bem Estar

O que é o câncer de próstata?

O câncer de próstata é a multiplicação anormal das células desta glândula, que faz parte do sistema reprodutor masculino.

Quando ocorrem mutações nas células da próstata, ela começa a se desenvolver anormalmente, multiplicando-se sem controle e provocando um câncer. Pode ocorrer uma metástase, quando a doença se espalha pelo organismo, especialmente para os ossos da bacia e gânglios linfáticos.

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A incidência de câncer de próstata varia bastante. É menos comum no sudeste asiático, e afeta muitos homens nos EUA e Europa, onde é a segunda causa de mortes masculinas por carcinomas, atrás apenas do câncer de pulmão. A doença também se manifesta com mais frequência entre os negros. Não existem estudos conclusivos sobre os motivos desta distribuição do câncer, mas é quase certo que são hereditários e favorecidos por fatores comportamentais: tabagismo, excesso de gordura e carência de frutas e verduras na dieta, sedentarismo e sobrepeso.

Nos países desenvolvidos, são diagnosticados mais casos de câncer de próstata, em função do aumento da expectativa de vida e provavelmente por causa da ingestão de alimentos processados industrialmente, com excesso de sódio, corantes e conservantes químicos.

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A próstata é uma glândula que produz e armazena parte do líquido seminal, fluido incolor e ligeiramente alcalino, responsável por conduzir os espermatozoides pelos canais deferentes e pelo sistema reprodutor feminino, até as trompas, onde ocorre a fecundação. É um órgão extremamente importante para a reprodução.

O câncer de próstata desenvolve-se lentamente e é assintomático no início da doença. Em casos mais avançados, os principais sintomas são dor, dificuldade para urinar, sensação de que a bexiga não está completamente esvaziada e presença de sangue na urina (hematúria). A doença afeta principalmente homens acima dos 50 anos.

O diagnóstico do câncer de próstata ocorre mais frequentemente com o toque retal, em que o médico verifica aspectos anômalos desta glândula. É necessário fazer, a partir dos 40 anos, o toque de próstata, especialmente aqueles que têm histórico da doença da família e descendentes de negros. O exame de sangue, para avaliar os níveis de PSA (sigla em inglês para antígeno prostático específico), também deve ser realizado regularmente.

É importante lembrar que os dois exames – toque retal e nível de PSA – são complementares e, mesmo assim, não eliminam todas as possibilidades da ocorrência do câncer: o tumor pode não ser palpável e cerca de 20% dos portadores do câncer de próstata apresentam níveis normais de PSA.

Quando o urologista desconfia de que o câncer se instalou, é preciso fazer uma biópsia (retirada de parte do órgão para exames). Radiografias e ressonâncias magnéticas auxiliam a verificar se houve metástase para os ossos. Dores nas costas podem indicar a possibilidade da metástase, caso em que a doença atingiu um patamar mais grave.

O câncer de próstata, uma vez diagnosticado, é tratado com cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal, isoladas ou em alguma combinação destes, de acordo com a gravidade da doença. Quando este câncer acomete homens acima dos 65 anos, é muito provável que boa parte dos pacientes venha a morrer de outras causas, em função do lento avanço da enfermidade.

A decisão de extirpar a próstata só é tomada em caso de cânceres mais agressivos, que podem comprometer outros tecidos e órgãos, em função das alterações na qualidade de vida do paciente. É muito comum que homens submetidos à prostatectomia apresentem disfunção erétil e incontinência urinária.

Apesar de o toque de próstata ser motivo de incômodo e vergonha entre os homens, é preciso realizá-lo cotidianamente. É melhor prevenir do que ser obrigado, alguns anos depois, a se submeter a um tratamento doloroso e muitas vezes incapacitante. Pesquisa na Unicamp revelou que 60% dos homens que se submetem ao exame avaliam que o procedimento é menos ruim do que supunham.

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