Curiosidades

O que é o Juízo Final?

Depois do fim dos tempos, Deus ressuscitará os mortos para julgá-los. É o que dizem as igrejas cristãs.

O Juízo Final é um dogma segundo o qual, encerrado o tempo dado ao Diabo para seduzir as criaturas, Deus reunirá vivos e mortos para julgá-los, de acordo com suas ações e pensamentos. Parte dos cristãos acredita que isto ocorrerá depois da batalha entre o bem e o mal (o Armagedon, citado no livro do Apocalipse), em que o mal será definitivamente derrotado. Então, o Cristo, integrante da trindade divina – pai, filho e espírito santo – retornará glorioso à Terra e ressuscitará os mortos para o julgamento final.

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A crença no Juízo Final foi herdada pelos cristãos dos judeus do século I d.C. e está presente também no Islamismo. Para os judeus, inclusive os discípulos de Jesus, o fim do mundo era iminente, daí a necessidade de pregar o Evangelho para o maior número possível de pessoas. Nas epístolas deixadas pelos discípulos, que compõem o Novo Testamento, são comuns as citações sobre a necessidade de ir à Espanha, considerado o fim do mundo do lado ocidental; o Atlântico era considerado um imenso abismo. Os evangelhos estão cheios de exemplos da separação final dos que permanecerão firmes na sua fé e dos que pecaram.

Alguns historiadores explicam as teorias sobre o Juízo Final, nessa época, como a única possibilidade de vitória. Os judeus não tinham força militar para derrotar os poderosos romanos, que dominavam a Palestina. A alternativa viável era a vinda do Reino de Deus, salvando os crentes fiéis a Jesus e condenando todos os demais ao Inferno.

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Seja como for, o Juízo Final foi incorporado aos ensinos da igreja nascente. No século IV, quando o Catolicismo tornou-se a corrente dominante entre os cristãos e foi alçado a religião do Estado romano, a crença estava plenamente aceita. Ortodoxos e reformistas mantiveram o dogma, com algumas variações. Algumas igrejas protestantes acreditam que os mortos caem num sono, tranquilo para os bons, angustiante para os maus e para os que não se converteram à Igreja, do qual só despertarão no fim dos tempos.

O fim do mundo, comum a praticamente todas as religiões, com ou sem um juízo final, parece refletir os ciclos que acompanhamos na natureza: tudo nasce, cresce, enfraquece e morre. Efetivamente, o mundo vai ter um fim, algum dia. Mas antes disso, envelhecerá tanto que não reunirá mais as condições para o florescimento da vida, ao menos como a conhecemos. A humanidade vai desaparecer bem antes.

Pode ser lenda, mas o Juízo Final é motivo de belas obras de arte, como o afresco de Michelangelo Buonarroti, na Capela Sistina do Vaticano.

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