Artes e Cultura

O que é o pecado original?

Apesar de a origem do mal entre os homens estar no início do Livro da Gênese, judeus e muçulmanos não acreditam no pecado original.

O pecado original é uma das muitas tentativas do homem para tentar explicar por que, sendo Deus perfeito, criou a Terra com tantas doenças, misérias e vícios.

Publicidade

Os cristãos creditam a Adão e Eva o pecado original. De acordo com o Livro da Gênese, primeiro livro da Bíblia cristã, do Torá judeu e do Corão muçulmano, depois que Deus criou homem e mulher, colocou-os no jardim do Éden, para usufruir seus benefícios. No meio deste jardim, havia a árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus alertou o casal para que não tocassem nas frutas dessa árvore, caso contrário morreriam.

A serpente, o “mais astuto dos animais”, de acordo com o livro, tentou a mulher, dizendo que se comesse a fruta, ela é o companheiro se fariam iguais a Deus. Eva caiu na conversa, colheu a fruta, comeu-a e deu-a para Adão. Imediatamente, viram “que estavam nus” e esconderam-se entre os arbustos.

Publicidade

Deus chamou Adão e, constatando que a infração havia sido cometida, puniu o casal com a expulsão do Éden, a necessidade do trabalho para se vestir e comer e, no caso da mulher, as dores do parto, mas não morreram, como Deus tinha dito que ocorreria em caso de desobediência.

Com este ato, a humanidade teria rompido as possibilidades de se relacionar com Deus e apenas com a encarnação de Jesus Cristo, filho de Deus, e seu sacrifício na cruz, Deus teria se reconciliado com os homens.

O próprio Livro da Gênese cita alianças entre alguns homens e o Criador (entre eles Noé e Abraão) e posteriormente com o povo hebreu. Isto gera polêmicas até hoje.

Judeus e muçulmanos adotam uma postura próxima ao pelagianismo, doutrina pela qual os homens nascem neutros, responsáveis pela própria salvação e não necessitam da intercessão divina. Pelágio (pregador que viveu no século IV) via no pecado original um exemplo a não ser seguido, mas não admitia que todos os homens pagassem pelo erro do primeiro casal.

Prevaleceu a tese defendida por Santo Agostinho e a Igreja Católica mantém o dogma do pecado original até hoje. O significado do batismo é lavar (ao menos simbolicamente) a alma do recém-nascido e permitir que ele possa chegar ao Paraíso. Por isso, algumas igrejas protestantes só aceitam o batismo de adultos, que podem decidir se querem ou não ser salvos.

O Livro da Gênese não fala em nenhum momento que a maçã é o fruto proibido. Em francês e inglês, o fruto do pecado, o “fruto da paixão é o simpático maracujá.

Publicidade

Deixe uma resposta