O que é o Santo Graal?

Por: Amaury de Almeida Costa

O Santo Graal é o cálice que Jesus usou na última ceia, quando se reuniu pela última vez com os apóstolos e pediu que todos bebessem do mesmo copo, que representava seu sangue, derramado para o perdão dos pecados.

O que é o Santo Graal?

José de Arimateia, um dos discípulos de Jesus, acompanhou de perto a crucificação. Foi ele quem providenciou uma tumba para guardar o corpo. A tradição segue a história: José de Arimateia recolheu o sangue de Jesus neste mesmo cálice (Evangelhos apócrifos narram que teria sido de Maria Madalena o gesto de colher o sangue).

A Bíblia narra que os soldados receberam ordens para quebrar as pernas dos supliciados, para apressar a morte, mas, quando chegaram, acharam Jesus já morto. Um dos centuriões, para se certifica, teria lanceado o flanco, de onde jorrou o sangue coletado. Provavelmente, é uma tentativa do autor, para comprovar uma profecia contida no salmo 34: “Preserva-lhe todos os ossos, nenhum deles será quebrado”.

O José da história mudou-se para a Inglaterra, onde fundou a igreja cristã. E levou o cálice com ele. A literatura medieval inglesa, especialmente nos séculos XI e XII, produziu diversas aventuras de cavaleiros andantes à procura do Santo Graal, que seria a busca da perfeição e purificação. Muitas histórias estão relacionadas ao rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda: nestas, o Graal teria o poder de devolver a paz para a ilha, dividida em várias etnias.

Noutras versões, os cavaleiros templários, um mix de religiosos e guerreiros, teriam encontrado o Graal numa expedição feita à Palestina durante as Cruzadas, e levado o cálice para uma aldeia francesa. Outros afirmam que a relíquia foi encontrada em Constantinopla e levada para Troyes, também na França, e teria desaparecido durante a Revolução Francesa. Esta última versão provavelmente foi composta por partidários da restauração da monarquia, por ver na revolução e sua tendência laica um perigo para a Igreja.

Por fim, existe a teoria de que o Graal não seria um objeto, mas uma pessoa: a própria Maria Madalena. A tese sustenta que a pecadora arrependida era mais que apenas discípula: na verdade, seria mulher de Jesus, com quem teria tido dois ou três filhos. O vaso sagrado seria a mulher de gerou os filhos do Messias.

A Igreja Católica não confere ao Santo Graal mais que valor simbólico. Apesar disto, há um cálice na Catedral de Valência, Espanha, que os fiéis afirmam ser o cálice sagrado, motivo por que a igreja tornou-se um importante centro de peregrinação.

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