Saúde e Bem Estar

O que é obsessão?

Doença espiritual com tratamento de longo prazo, a obsessão pode ser um fator de desenvolvimento.

A obsessão é o assédio mais ou menos frequente com que um Espírito (entidade desencarnada) tende a envolver sua vítima, via de regra por causa de vinganças cujas causas remontam a um passado mais ou menor remoto. O obsessor entende que tem direito de castigar a vítima e muitas vezes esquece qualquer outra punição para dedicar-se à punição.

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Segundo o francês Allan Kardec, que sistematizou a Doutrina Espírita, existem três tipos de obsessão:

• obsessão simples, quando vingador e vítima se encontram esporadicamente. Pode causar efeitos físicos e psicológicos geralmente leves;
• fascinação: o obsessor se esforça por estimular tendências excêntricas e ridículas. Neste tipo de obsessão, a vítima se compraz com a companhia do verdugo e alimenta defeitos e vícios, justificando-os como virtudes e qualidades;
• subjugação: é um ataque violento, em que o obsessor procura ao máximo esgotar os recursos vitais da vítima, dando ocasião a doenças graves.
Esta divisão é didática e serve para o aprendizado dos médiuns que vão trabalhar com situações de obsessão. Os obsessores podem pinçar técnicas diversas, mesclando os tipos de obsessão e até variando os sintomas, dificultando o diagnóstico e, consequentemente, a cura.

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O tratamento espiritual

A desobsessão, desligamento do obsessor, é realizada em sessões fechadas, das quais que participam apenas médiuns experientes. Trata-se de um diálogo entre o doutrinador e o Espírito desequilibrado. Médiuns que dão passagens a estes Espíritos precisam ser muito disciplinados, para reduzir as agressões físicas e até verbais que possam ocorrer. O diálogo com uma entidade perturbada não é ríspido, mas amigável e persuasivo. Mas o doutrinador, algumas vezes, precisa ser enérgico.

Entidades iluminadas auxiliam o processo, inspirando o doutrinador ou sugerindo quadros de vidência aos demais médiuns da reunião.

Em geral, o Espírito desligado é mantido nas dependências do centro ou terreiro, assistido pelos guias e mentores do local e, se necessário, ouvindo as advertências e consolos nas reuniões abertas ao público em geral. O contato com “vivos”, de alguma forma, é mais eficiente para o tratamento de obsessores.

À vítima cabe a tarefa mais complicada. Apenas desligar-se do obsessor não assegura automaticamente o equilíbrio mental. É preciso meditar e avaliar sobre suas qualidades e defeitos, buscando melhorar-se para afastar-se em definitivo das influências negativas. É um processo que pode durar anos.

Outro lado

A Medicina e a Psicologia entendem que as chamadas obsessões são, na verdade, doenças mentais que demandam tratamento medicamentoso e psicoterapia. A ciência só pode lidar com fatos objetivos, por isso em geral os especialistas se manterem ao largo dos tratamentos espirituais.
O paciente e a família devem escolher o melhor caminho a seguir, sem violentar crenças e principalmente submetendo-se à terapia que melhor resultados oferecer.

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