Artes e Cultura

O que é possessão demoníaca?

Demônios teriam poder e permissão para tentar perder os homens, com instrumentos tão drásticos como o controle de corpos humanos.

Possessão demoníaca é o controle de uma pessoa por uma entidade maligna. A crença nesta atividade já era cultivada na Suméria, talvez a civilização mais antiga da Terra. Bem mais tarde, na América, xamãs e pajés executavam ritos para neutralizar influências malignas.

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A crença na possessão demoníaca foi incorporada ao Cristianismo nascente e perpetuou-se até nossos dias. Conforme postulados das igrejas Católica e protestantes, no início do mundo um dos anjos que assistia a Deus revoltou-se quando o Senhor informou o plano da criação: o homem seria criado, pecaria e ficaria indigno de remir seu pecado, necessitando da intercessão de Deus os dos anjos. Concluiu que o resgate do homem seria feito pelo próprio Deus, encarnando-se entre os homens e sacrificando-se por eles.

Lúcifer, um dos anjos que ouvia o comunicado e ficou revoltado. Entrou em batalha com outros anjos e acabou derrotado. A tradição diz que um terço dos anjos foi expulso do Paraíso. Lúcifer, que significa feito de luz, perdeu sua condição angélica e foi precipitado no Inferno.

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De lá para cá, sempre de acordo com as Igrejas, Satanás (o novo nome do anjo perdido) dedica-se a tentar e levar as criaturas divinas para a danação eterna. Entre os instrumentos utilizados, utiliza o que esteja ao seu alcance: estimula vícios, fomenta brigas e discussões e chega a apossar-se do corpo de uma vítima, para escandalizar a comunidade em que a ação é levada a efeito. Os sintomas variam de excentricidades, como gargalhadas fora de propósito, até trepidações e movimento de objetos, xenoglossia (falar idiomas desconhecidos) e diálogos drásticos entre o obsesso e os que tentam ajudá-lo, inclusive com a divulgação de pecaditos dos interlocutores.

Atualmente, a Igreja Católica e as igrejas protestantes tradicionais, apesar de reconhecerem o fato, acolhem com muito cuidado a possessão demoníaca. No caso da Igreja Católica, apenas os bispos podem certificar-se da situação e indicar o tratamento: o exorcismo, série de fórmulas e ritos em que a entidade maligna é expulsa.

O ritual ficou conhecido no mundo todo com um livro e filme lançados no início dos anos 1970: “O Exorcista”, escrito por William Peter Blatty e dirigido por William Friedkin. A obra conta a história de uma jovem americana subjugada por um demônio. Com novas cenas e extras, o filme foi relançado no ano 2000, fazendo relativo sucesso, inclusive na televisão brasileira.

Algumas igrejas neopentecostais, ao contrário, entendem que o mal é sempre fruto de uma ação direta do Diabo e, em seus cultos, é comum a expulsão de demônios responsáveis por doenças, desemprego e até desarmonia conjugal.

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