Animais

O que é Pseudociese Canina?

Condição apresentada pela cadela não prenha, acompanhada de sintomas e alterações físicas semelhantes aos que ocorrem em cadelas prenhes.

A pseudociese canina, também conhecida como pseudogestação ou falsa prenhez, é uma condição apresentada por cadelas não gestantes. Ela se apresenta por volta de seis a quatorze semanas após o estro (cio) e é caracterizada por sinais clínicos que mimetizam uma prenhez verdadeira.

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O fator predisponente é a exposição do organismo do animal à progesterona e subseqüente queda desse hormônio, o que ocorre nas seguintes situações: durante ou após o término de um tratamento com progestágenos (hormônios similares à progesterona), após um tratamento com prostaglandina, três a quatro dias após a realização da castração total da fêmea em determinada fase do ciclo estral.

Os sinais clínicos mais comuns são: comportamentos pré, peri e pós-parto; preparação do “ninho” para o local do parto; adoção de objetos inanimados ou de filhotes de outras fêmeas, com excessivo carinho, atenção, proteção e defesa; lambedura do abdômen; agressividade; aumento das glândulas mamárias com ou sem produção de leite; ganho de peso e ou anorexia. Os sinais menos comuns incluem vômito, distensão e contrações abdominais, diarréia, aumento do volume urinário, excesso de sede e de fome.

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O diagnóstico é feito baseado na história, sinais clínicos e comportamentais apresentados pela fêmea algum tempo após o período do cio. Deve-se atentar que esta condição pode coexistir com situações fisiológicas e outras doenças inerentes ao período pós-cio. Ressalta-se que é prudente realizar o diagnóstico diferencial com gestação, parto recente e piometra (infecção do útero).

Após uma gestação verdadeira, o comportamento retorna ao normal dentro de quatro a oito semanas após o animal parir (período que o animal pára de amamentar). Sendo assim, espera-se que os sintomas apresentados na pseudociese cessem em um período de até oito semanas.

Em alguns casos, pode ser feito um tratamento conservativo, com o uso do colar elizabetano, evitando o estímulo das glândulas mamárias pelo ato de lambedura, ou também, através da restrição da ingestão hídrica por um período de 5 a 7 noites. Além disso, o médico veterinário poderá prescrever o uso de alguns medicamentos específicos. Dependendo do caso, há a opção do tratamento cirúrgico, que consiste na castração da fêmea.

Destacam-se como complicações decorrentes dessa síndrome a distensão mamária e retenção láctea, a ocorrência de dermatite mamária, mastites e tumor de mama. Caso a fêmea seja castrada durante um episódio de pseudociese, a condição pode se prolongar ou tornar-se permanente.

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