Saúde e Bem Estar

O que é psoríase?

Doença inflamatória crônica da pele, a psoríase afeta homens e mulheres, surgindo principalmente até os 30 anos.

Além da pele, a psoríase pode afetar também unhas, mucosas e articulações. A doença é caracterizada por manchas e lesões avermelhadas bem delimitadas, que podem surgir em qualquer parte do corpo, especialmente no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Na região afetada, surge descamação. O termo “psoríase” vem do grego e significa “ação de coçar”.

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Apesar de não ser contagiosa, os portadores da doença sofrem muito com o preconceito. A aparência das manchas da psoríase é bem desagradável, mas não existe contágio por contato, nem pelo compartilhamento de roupas de banho e de cama. O mal é causado por fatores genéticos e agravado por problemas psicológicos, como estresse e depressão. Atinge entre 2% a 3% da população mundial e a maioria dos doentes é de pele branca (80%). É rara entre os orientais (0,3% dos casos) e ainda mais incomum entre negros e índios.

As várias formas da doença

Existem vários tipos de psoríase, classificados de acordo com a incidência das lesões. É uma doença autoimune (o próprio organismo se ataca, como se o estivesse fazendo com um agente agressor, um vírus ou bactéria, por exemplo), caracterizada pelo excesso de linfócitos T, células de defesa de organismo. Ela é considerada leve quando atinge menos de 3% da pele, moderada, entre 3% e 10%, e grave, quando ocupa mais de 10% do tecido epitelial.

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O tratamento para o combate da AIDS envolve a elevação dos linfócitos T, que são as células atacadas pelo HIV. A incidência de psoríase entre os soropositivos é três vezes maior do que no restante da população. Portadores de psoríase podem começar a produzir citocinas, que destroem as células beta produtoras de insula, o que pode levar a um quadro de diabetes.

A psoríase vulgar surge no couro cabeludo e articulações. As lesões são secas e a escamação é cinza ou prateada. Na psoríase invertida, surgem manchas úmidas. Na gutata (ou em gotas), surgem lesões semelhantes a gotas nas costas, braços e coxas, associadas a processos infecciosos. A maioria dos casos ocorre em crianças e jovens.

No tipo eritrodérmico, ocorrem lesões em mais de 75% do corpo. Depressões puntiformes com manchas amareladas nas unhas das mãos indicam o tipo ungueal. A psoríase artropática afeta as articulações dos dedos (mãos e pés) e dos joelhos. Este tipo pode estar relacionado a comprometimentos articulares. No tipo pustuloso, surgem lesões com pus nas mãos e pés ou espalhadas pelo corpo. Na psoríase palmar e plantar, as lesões surgem na forma de fissuras, nas palmas das mãos e plantas dos pés.

Os sintomas e o tratamento

Além da genética, outros fatores estão relacionados ao surgimento das lesões: tensões emocionais, exposição ao frio, umidade relativa do ar baixa, uso de alguns medicamentos (betabloqueadores, alguns anti-inflamatórios e analgésicos), tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas pioram o quadro clínico.

Nos banhos diários, o ideal é optar por sabonetes neutros, sem perfume, de cores neutras e sem antibacterianos. Buchas e esponjas duras são contraindicadas. As roupas devem ser de tecidos naturais e bem folgadas, para evitar o atrito constante com a pele. Na lavagem das roupas pessoais, os detergentes também deem ser neutros.

Os portadores de psoríase devem evitar o sobrepeso. A alimentação não está relacionada ao desenvolvimento da doença pode provocar aumento da taxa de glicose no sangue, dos níveis de colesterol e dos triglicerídios, que podem determinar doenças cardiovasculares. A dieta deve ser rica em carnes magras, líquidos e fibras e pobre em carboidratos e gorduras.

Por se tratar de uma doença que atinge a pele e normalmente fica visível, o paciente precisa fazer um esforço para não se isolar, nem evitar eventos sociais.

Repetindo, a psoríase não é contagiosa. Mesmo assim, algumas pessoas podem se ressentir do aspecto. Isolar-se pode aumentar o estresse e piorar a doença. Em alguns casos, o acompanhamento psicológico pode ser necessário para que a pessoa possa superar seus medos.

Mais de 70% dos pacientes apresentam pruridos (sensação de coceira) moderado ou intenso. Número semelhante relata dores nas articulações e um terço desenvolve artrites.

A psoríase não tem cura, mas pode ser atenuada com tratamentos. Os casos leves e moderados (oito tem dez) podem ser amenizados com medicamentos tópicos (pomadas à base de alcatrão), exposição ao Sol e hidratação da pele. Os medicamentos orais só entram no tratamento quando outros recursos não surtem efeito.

O acompanhamento médico deve ser realizado durante toda a vida, já que os pacientes alternam períodos de surgimento, agravamento e desaparecimento dos sintomas. No entanto, existem inúmeras opções terapêuticas, com bons resultados em 97% dos casos.

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