Saúde e Bem Estar

O que é reflexoterapia?

Técnica para tratamento por meio de estímulos, a reflexoterapia é a aplicação prática da reflexologia.

A reflexoterapia é um dos ramos da medicina holística ou natural. No entanto, de acordo com estudos médicos, não foram encontradas evidências de que este tratamento surta efeitos melhores do que um placebo (uso de substâncias inertes, sem nenhum princípio ativo, para verificar se há um efeito psicológico sobre o organismo). De acordo com a Organização Mundial da Saúde, trata-se de uma pseudociência, sem comprovação técnica, e não pode ser considerada como um ramo da medicina complementar, status conferido à acupuntura e homeopatia.

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Para os adeptos da prática, no entanto, a reflexoterapia é um tratamento eficiente para diversos males. A reflexologia é bastante usada na medicina tradicional chinesa: trata-se de mapear, nas mãos, pés e orelhas, áreas por onde circulam as energias vitais e manipulá-las para que o “chi” – a energia que cria e mantém a vida orgânica – possam fluir livremente pelos meridianos. Massagens como o do-in japonês e o tui-na chinês incluem conceitos da reflexoterapia. Existem papiros do Egito datados entre 2500 e 2300 a.C. que também descrevem a técnica.

Não é consenso entre os reflexoterapeutas sobre as principais áreas do corpo em que existe o “reflexo”. Um ponto comum é a planta do pé, sempre estimulada para obter melhorias físicas. A massagem permite desobstruir os canais por onde o chi funciona. A estimulação de mãos e orelhas (também chamada auriculoterapia) não é adotada por boa parte dos terapeutas, enquanto outros incluem os reflexos vertebral, craniano, facial e labial no tratamento. Seriam pontos com grande concentração de terminações nervosas, paralelas aos canais de energia.

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O funcionamento é simples: ao pressionar pontos específicos relacionados aos diversos órgãos e tecidos do corpo, os estímulos são enviados para o sistema nervoso central e recambiados para a região doente, promovendo a cura. A técnica é simples, por não envolver quaisquer instrumentos na aplicação; por outro lado, é bastante complexa, já que o terapeuta precisa conhecer os pontos que devem ser estimulados, para não provocar desequilíbrios orgânicos.

A reflexoterapia desconhece a teoria do germe da doença, desenvolvida no século XIX pelo francês Louis Pasteur: doenças são provocadas por microrganismos, podem ser evitadas com vacinas e combatidas com medicamentos.

Na reflexologia moderna, além de vírus e bactérias, fatores ambientais e emocionais contribuem fortemente para a instalação das enfermidades e não devem ser desconsiderados no tratamento, especialmente porque as condições psíquicas são determinantes para a promoção ou degeneração da saúde. As doenças se instalam na mente e posteriormente se refletem no corpo físico.

No Ocidente, a reflexoterapia começou a se popularizar no século XIX, quando chegaram as primeiras levas de migrantes à América. O tratamento é bastante utilizado principalmente para aliviar dores musculares e reumáticas, mas muitos pacientes garantem que a técnica beneficia os sistemas circulatório e respiratório e é bastante útil para reduzir a ansiedade: massagear o “ponto do coração”, dois centímetros abaixo da junção entre os dedos anelar e médio, promove uma sensação de alívio, porque contribui para a normalização da circulação sanguínea.

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