O que é ritalina?

Por: Adriano Barreto

Saiba o que é a ritalina e como seu uso indevido pode afetar a vida das pessoas.

A ritalina é o nome comercial do metilfenidato, uma substância química que estimula o sistema nervoso central e é utilizada principalmente no tratamento do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), pois ela ajuda a aumentar os níveis de concentração. A medicação é muito eficaz no tratamento deste transtorno, mas deve ser utilizada com restrições, pois ela possui diversos efeitos colaterais e seu abuso pode criar uma dependência. Além do TDAH, a ritalina também pode ser administrada no tratamento da narcolepsia, uma doença caracterizada por episódios de sono.

O que é ritalina?

Uso indevido da ritalina

Entre 2000 e 2008 o Brasil passou de 71 mil caixas de ritalina vendidas para impressionantes 1,1 milhão, o que representa um aumento de 1.616%. E muitas dessas pessoas utilizam a ritalina de forma inapropriada, sem conhecimento médico, o que pode acarretar problemas futuros para a saúde. Como a droga resulta na diminuição do apetite, muitas pessoas inadvertidamente a utilizam para emagrecerem. Outros se aproveitam do estado de alerta, da ausência do sono e no poder de concentração da medicação para utilizarem durante seus estudos, pois acreditam na capacidade desta droga “turbinar o cérebro”. Mas em todos esses casos, os efeitos colaterais podem vir no futuro, uma vez que é uma droga que causa a dependência.

A dependência é notada nos casos de uso ilegal do medicamento. Dificilmente uma criança que fez uso prolongado de ritalina se tornará dependente, pois a droga é eliminada reduzindo a quantidade com o passar do tempo.

Como utilizar

A ritalina vem em formato de pílulas e sua dose é definida pelo médico com base na pessoa, em sua idade e condições de saúde.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da ritalina incluem náuseas, dificuldade para dormir, aumento do nervosismo, variações bruscas de humor, dores de cabeça, sudorese excessiva e supressão do apetite, este último é muito preocupante e deve ser bem avaliado quando se faz o tratamento com crianças. Estes efeitos variam de pessoa para pessoa e nem todas sentem todos eles.

Outros efeitos mais graves incluem o desenvolvimento de pensamentos suicidas, depressão, comportamento agressivo, batimento cardíaco acelerado, movimento musculares involuntários e sensação de desmaio. Em qualquer uma dessas situações um médico deverá ser procurado.

Quem não pode tomar

  • Alérgicos ao metilfenidato ou qualquer componente da fórmula do medicamento;
  • Pacientes que façam uso do medicamento Tranilcipromina;
  • Pacientes com problemas de tireoide;
  • Pacientes com ansiedade;
  • Pacientes com doenças cardíacas ou hipertensão;
  • Pacientes com tiques nervosos;
  • Pacientes com a síndrome de Tourette ou com histórico familiar da síndrome.

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