Animais

O que é Tumor Venéreo Transmissível Canino?

Neoplasia geralmente encontrada na genitália de cães machos e fêmeas que não foram castrados. O contágio acontece pelo ato sexual.

O Tumor Venéreo Transmissível (sigla TVT) é uma neoplasia contagiosa, localizada primariamente na mucosa genital externa de cães de ambos os sexos. É transmitido pela transferência de células intactas durante o coito. A patologia dá-se também por arranhaduras, lambeduras ou através do ato de cheirar o animal infectado. É uma doença comum aos animais de rua e os que têm acesso livremente à mesma.

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O Tumor Venéreo Transmissível foi mencionado pela primeira vez em 1820 por Hüzzard e descrito em 1828 por Delabere-Blaine. Essa doença continuou sendo motivo de estudos por muitos outros autores, mas foi Sticker em 1904 quem descreveu de forma detalhada esta neoplasia caracterizando-a como um Linfossarcoma (motivo pelo qual também é chamado de linfossarcoma de Sticker).

Sticker constatou que essa neoplasia é transmissível por células transplantáveis, com localizações predominantemente venéreas, afetando o pênis e a vagina de cães, mas também podendo ser encontrado em regiões extragenitais. O acometimento cutâneo e intranasal são as mais comuns depois da forma venérea.

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O Tumor Venéreo Transmissível (TVT) começa como um nódulo abaixo da mucosa genital, com rompimentos progressivos pela mucosa suprajacente. Na cadela o TVT localiza-se mais freqüentemente na vagina (53 % dos casos), vulva (33%) e região extra-genital (14%). No macho localiza-se principalmente no prepúcio e pênis (56%) e em localização extra-genital (14%). A transmissão para outros órgãos é rara, embora, em algumas regiões do mundo as metástases sejam relativamente comuns.

Como sinal clínico é comum haver lambeduras da genitália externa após um tipo sanguinolento de secreção vaginal e prepucial, secreção esta, que pode ser confundida com sinais de estro nas fêmeas. Com o desenvolvimento do TVT, observa-se tecido nodular, hemorrágico e friável, a lesão pode apresentar ulcerações, aspecto de couve-flor ou de placas.

Para diagnosticar o tumor pode-se usar a impressão sobre lâmina de microscopia e citologia de aspiração por agulha fina, sendo estes de simples e rápida execução além do baixo custo. Também pode ser diagnosticado através de exame histopatológico, após biópsia incisional por vaginoscopia.

Para o tratamento a excisão cirúrgica é efetiva em alguns animais. No entanto, a frequência da dificuldade de uma eliminação completa em algumas localizações, torna a cirurgia uma má opção em muitos casos. A quimioterapia é o tratamento de maior escolha no caso de tumores múltiplos ou metastáticos e também pode ser usada como um tratamento de primeira linha para tumores locais solitários.

Os animais esterilizados (castrados) são menos propensos a ter o TVT, pois não terão o contato sexual já que não reproduzirão, portanto a castração dos animais é uma medida eficiente na prevenção do tumor.

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