Curiosidades

O que é um oásis?

Oásis são regiões isoladas em desertos, cobertos por vegetação.

Desertos são monótonos, geralmente cobertos por dunas de areia (existem também os desertos de sal, como o Atacama, no Chile, e os recobertos por gelo, como o Góbi, na Mongólia), numa paisagem sempre igual. De repente, no entanto, surge uma “ilha” no deserto: é um oásis, uma área isolada, com vegetação farta – quase sempre tamareiras, cujas frutas se tornam uma importante fonte de riqueza.

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À sombra destas palmeiras, que crescem rapidamente e são dotadas de longas raízes para absorver a água, técnicas modernas agrícolas permitem o cultivo de grão-de-bico, amendoim, feijão, cenoura e cebola, aumentando a capacidade da região em que os oásis afloram.

Como se forma um oásis

A explicação para a formação de um oásis é simples: ele está situado sobre um depósito subterrâneo de água doce, que determina e sustenta de vida na região. Muitos deles exibem belas lagoas, mas, como regra geral, apresentam fontes de água potável.

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Desertos são muito planos, apesar de as dunas conferirem um aspecto bastante irregular ao terreno. Este é o motivo porque as fontes não dão origem a riachos. O forte calor destas regiões, aliado ao frio intenso observado à noite, também impede a formação de cursos d’água.

Geralmente, os oásis se formam em depressões, onde o lençol freático (a fonte d’água) está mais próximo da superfície. Estas depressões se formam por erosão eólica, quando os ventos retiram gradualmente a cobertura do solo. Os ventos são também responsáveis pela formação e alteração das dunas.

Oásis, comércio e guerras

Este é o motivo principal da importância dos oásis. Especialmente no norte da África, onde se estende o deserto do Saara, e no Oriente Médio, em que o deserto da Arábia se estende pela maior parte da península, os oásis são pontos estratégicos: eles permitem a passagem de soldados, mercadores e caravaneiros, que se abastecem com a água necessária para resistir até a próxima parada.

Assim, muitas cidades surgiram em torno de oásis. Damasco, capital da Síria, é uma delas. Petra, na Jordânia, classificada entre as sete maravilhas do mundo moderno, foi um importante entreposto comercial, até que fontes se esgotaram. Mesmo assim, continua lucrativa; hoje, as ruínas atraem turistas do mundo todo.

O controle político e militar de um oásis é um fator fundamental para garantir a hegemonia. Os oásis de Awjila, Ghadames e Kufra, situados na Líbia, sempre foram importantes para o comércio no Saara e, na recente guerra civil que depôs (e matou) o ditador Muammar al-Khadafi, a conquista destes oásis foi absolutamente necessária para o sucesso dos opositores ao regime.

Existem registros arqueológicos de que o homem abrigou-se em oásis há milênios. No Egito, há sinais de ocupação humana nestas áreas férteis há 17 mil anos. Foram encontradas ossadas, utensílios domésticos e armas rudimentares.

Os principais oásis do Saara

O Saara ocupa uma área de nove milhões de quilômetros quadrados, sendo o segundo maior deserto do mundo, perdendo apenas para a Antártica, único lugar do mundo não colonizado pelo mundo. Com exceção do rio Nilo, que banha o Egito, e dos oásis, não cai uma gota d’água na região há mais de dez anos.

Bahariya, no Egito, a 300km de distância do Cairo (capital do país), foi ocupada antes de Cristo. Em 1996, arqueólogos encontraram tumbas contendo mais de dez mil múmias, enterradas em 200 sepulturas. O auge da ocupação ocorreu entre os séculos I a.C. e IV d.C.

Guardaia é uma cidade fortificada, situada na Argélia, no vale de M’zab. A região começou a ser habitada por humanos no fim do século X. Graças à tecnologia, um sistema de irrigação fornece água para cinco cidades da região.

O oásis Timimoun, no sul da Argélia, no Erg ocidental (região com muitas dunas), é um dos principais pontos turísticos do país. as casas são construídas com barro vermelho, característica da arquitetura do Sudão do Norte, nação vizinha.

No Atacama

Há poucos anos, surgiu um oásis no deserto de Atacama, o lugar mais seco do mundo, com índice pluviométrico de apenas 10mm anuais (as precipitações de chuva nem são visíveis). É o Jere, encravado num cânion, que protege a produção agrícola da região com paredes rochosas de 20 metros de altura.

No Jere, de forma artesanal, são cultivadas muitas árvores frutíferas, que produzem uvas, maçãs, laranjas e romãs, além de oito espécies de peras. A produção das frutas apenas em dezembro (com uma janela entre novembro e janeiro), quando a incidência do Sol é menor no pequeno oásis.

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